Roberto Freire critica nota do MEC que classifica jornalista como agente da KGB

O presidente do PPS, Roberto Freire (SP), criticou nota (veja abaixo) publicada no perfil oficial do MEC (Ministério da Educação) no facebook criticando o jornalista Ancelmo Gois, do jornal o Globo, na qual o qualifica como agente da KGB, a extinta polícia secreta da União Soviética. Para o dirigente, o ministro da pasta, Ricardo Vélez Rodríguez Vélez, tenta reeditar o marcatismo no Brasil.

“Solidadriedade ao Ancelmo Gois. O marcathismo, produto anti-comunista, made USA, é mancha indelével na história dessa grande País. Difícil qualificar imitações extemporâneas de hoje, aqui e agora no Brasil. O MEC do Vélez tenta reeditar um odiento e ridículo marcathismo tupiniquim”, criticou em sua conta do Twitter.

Polêmica

A polêmica começou após o jornalista publicar na última terça-feira (29) em sua coluna que o MEC censurou vídeos sobre a esquerda na TV do Ines (Instituto Nacional de Ensino de Surdos) já na gestão de Jair Bolsonaro. O ministério afirmou que abriu sindicância para apurar o sumiço dos vídeos que, segundo o MEC, teria ocorrido em novembro de 2018.

Contudo, Ancelmo Gois disponibilizou dados do histórico do Google que confirmam que os vídeos estavam disponíveis até o dia 2 de janeiro. Em resposta, o MEC, em nota oficial, classificou o jornalista como agente da KGB recorrendo à retórica anticomunista adotada pelo atual presidente da República.

O colunista de O Globo foi para a União Soviética em 1969, após o AI-5. Líder estudantil, foi perseguido e preso pela ditadura militar em Sergipe. Ele aceitou o convite do PCB (Partido Comunista Brasileiro) para se refugiar e lá fazer um curso na Escola de Formação de Jovens Quadros do PC. Durante 15 meses viveu com o nome falso de Ivan Nogueira, dado pela KGB. A nota foi publicada nas redes sociais do MEC.

Da redação (Justiça Em Foco) com PPS.