Risco de infecção por bactéria assusta pacientes em hospital público do DF

Por Mário Benisti e Carla Castro
Foto: Agência Brasília

O último final de semana foi de caos em hospitais da Rede Pública do Distrito Federal. Longa espera nas filas, superlotação nos leitos de internação, agressão de seguranças a pacientes foram alguns dos acontecimentos que mostram a situação alarmante do sistema de saúde pública na capital federal. A suspeita de um surto da superbactéria KPC no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), deixou pacientes internados na Área Amarela e acompanhantes em sinal de alerta. 

Um homem foi levado às pressas para a área de isolamento na tarde do último sábado (01), por suspeitas de contaminação pela superbactéria KPC. A equipe de plantão informou para os pacientes internados e acompanhantes sobre a presença do microrganismo. Além dos problemas relacionados a infecção, familiares sofreram uma série de restrições de visita por parte da equipe responsável pela vigilância da unidade hospitalar. Um vídeo que circula nas Redes Sociais mostra o momento em que um vigilante agride um paciente no HRT (veja o vídeo).  
 
Em nota, a Secretaria de Saúde (SES) negou que “há registro de bactérias multirresistentes no Hospital Regional de Taguatinga, em nenhuma ala ou enfermaria”. Segundo o posicionamento, a SES ressaltou que “não há risco de desativação de nenhuma área no momento”. No entanto, a pasta não informou sobre o atual quadro de saúde do paciente que foi para a área de isolamento.

Ao ser questionada sobre a regulamentação de entrada e saída de acompanhantes, com o atendimento ríspido da vigilância, a pasta informou que “o hospital vem adotando medidas de segurança mais rígidas visando a segurança dos pacientes, servidores e acompanhantes”. Ainda segundo a secretaria, “os cuidados com a segurança foram intensificados especialmente para evitar evasão de pacientes psiquiátricos”. A Secretaria de Saúde ressaltou que qualquer problema com o excesso de seguranças “a orientação que é seja registrada queixa na ouvidoria (160) para que a direção e a superintendência regional de saúde tomem conhecimento e, assim, possam tomar as medidas necessárias”, diz a nota.

No local têm pacientes que aguardam por cirurgia ortopédica há um longo período, constatado pela reportagem. A pasta informou que “ algumas [cirurgias ortopédicas] foram adiadas devido ao bloqueio do centro cirúrgico que, no período de sábado até esta segunda-feira, estava com um paciente grave na sala de recuperação aguardando leito de UTI”. A secretaria comunicou que “o centro cirúrgico foi liberado, nesta segunda, após melhora do paciente que pode ser transferido para uma das enfermarias do hospital. As cirurgias estão sendo realizadas normalmente”, diz a nota.


Demora de atendimento 

A Secretaria de Saúde também se posicionou sobre a longa espera no atendimento no Hospital Regional do Paranoá, agora denominado Hospital da Região Leste. De acordo com a pasta, “Devido à grande procura de atendimento na tenda da dengue montada em frente ao hospital, os exames laboratoriais estão demorando um pouco mais”, o que acarretou na longa espera. E o plantão de sábado contou com apenas três profissionais para atendimento a todos os pacientes, informou a secretaria.