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Deputado Roberto de Lucena é contra a legalização dos Jogos de Azar

Por Ronaldo Medeiros | redacao@revistabrasilia.com.br  -   28 de dezembro de 2021

Brasília - Deputado Federal pelo Podemos de São Paulo, Roberto de Lucena, alerta para a projeção superestimada da arrecadação com impostos dos jogos de azar, além de se subestimarem os ‘efeitos colaterais’ dessa medida.

De acordo com o parlamentar, especialistas da Polícia Federal, da Procuradoria-Geral da República e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), afirmam que, se legalizada, a jogatina se tornará uma grande porta para a lavagem de dinheiro vindo da sonegação fiscal, da corrupção, do tráfico de drogas e de armas. 

Um tema ainda mais sensível e problemático é a prostituição infanto-juvenil que já acontece a olhos vistos nas rodovias brasileiras e que se agravaria com a implementação de cassinos ‘legais’. 

“As pessoas imaginam que do dia para a noite surgirão cassinos grandiosos como os de Las Vegas, que isso atrairia muitos ‘jogadores’ e que a arrecadação de impostos seria fenomenal. Mas não pensam que, se isso acontecer, será a exceção. Afinal num país como o Brasil, a regra será: milhares de atrações clandestinas e casas de apostas que levarão muitas famílias ao vício e à ruína. Penso que o Brasil não precisa de mais um problema social dessa magnitude”, afirmou Roberto de Lucena.

A Câmara dos Deputados tenha aprovada na quinta-feira (16.dez.2021), um pedido de urgência para a tramitação do projeto de lei que legaliza jogos de azar no Brasil. 

A expectativa de Lucena é que a matéria seja revista no Senado e que sejam realizadas audiências públicas com especialistas de todos os setores para se ter a real dimensão que é legalizar uma atividade que foi proibida por tanto tempo. “Assuntos importantes não estão sendo debatidos e relatórios de instituições públicas renomadas estão sendo ignoradas”, declarou Lucena.

Para Lucena, o argumento que a atividade já acontece à margem do Estado só deturpa ainda mais o diálogo, pois, se não há como controlar uma atividade ilegal, quem dirá fiscalizar todos os bingos, cassinos, caça-níqueis e quiosques do jogo do bicho no país.

Vale ressaltar, que Lucena é vice-presidente da Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados e já foi secretário de Turismo do governo de São Paulo, dessa forma Lucena afirma que “nem o fluxo turístico irá aumentar nas proporções alarmadas e nem irá atrair o perfil do turista ‘jogador’, mas sim do explorador sexual, do sonegador fiscal e dos traficantes de armas e pessoas. Devemos analisar se esse imenso prejuízo social vale uma cifra em dinheiro que pode nem ser esse montante de 74 bilhões”.

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