Tenente Davi prevê grande expansão das escolas militares no DF e no Brasil

BRASÍLIA - Após as polêmicas que envolveram a implantação das escolas militarizadas em quatro colégios da rede pública de ensino do DF, a demanda por matrículas nessas escolas aumentou significativamente. Todas as vagas foram preenchidas e as escolas estão em sua capacidade máxima para abrigar alunos, o Centro de Ensino 7, em Ceilândia, a quantidade de alunos aumentou de 1.600 para 2 mil. Esse modelo de gestão é a principal bandeira do Tenente Davi, que é um especialista no assunto e vem estudando os colégios militares há anos.

Segundo o Tenente Davi, é essencial que se dê o mesmo peso para a parte disciplinar, gerida pelos militares, e para o conteúdo pedagógico, preparado pelos professores. Outro ponto essencial é que não haja interferência, mas sim harmonia de uma parte para a outra, o consenso por meio do diálogo é fundamental para o sucesso da escola. No Distrito Federal, a parceria entre a Polícia Militar e os professores já começou a valer no início do ano letivo de 2019.

No Distrito Federal essa gestão híbrida foi implementada em colégios de Sobradinho, do Recanto das Emas, da Estrutural, e da Ceilândia. Embora apenas quatro escolas tenham recebido esse novo modelo, o governador Ibaneis Rocha (MDB) afirmou que o programa será continuamente ampliado. A expectativa é que haja, até julho de 2019, mais de 20 escolas com a parceria da PMDF, e até o fim do mandato, o DF terá 200 escolas militares.

Essa atitude está em consonância com as projeções feitas pelo Tenente Davi ainda nas eleições de 2018 e também com a diretriz do Governo Federal que chancelou as escolas cívico-militares por meio do Decreto 9.465 de 2019. Essa norma cria, na estrutura do Ministério da Educação, a Subsecretaria de Fomento às Escolas Cívico-Militares que irá cuidar da caracterização e ampliação desse modelo em todo o território nacional.

Mesmo com algumas críticas de professores, a aceitação popular das escolas militarizadas é enorme em virtude da retomada de valores que o modelo propõe como o respeito ao professor, aos pais e a qualquer autoridade instituída. O Tenente Davi destaca que a disciplina com horários, deveres e a assiduidade são fatores de suma importância para que o aluno obtenha um desempenho melhor nos afazeres escolares. O tenente ainda destaca que é comprovada a maior eficiência trazida pelo modelo militarizado e que ele forma cidadãos mais preparados e conscientes no futuro.

De acordo com Davi: “é unânime a percepção de que sem disciplina não se chega a lugar algum. As escolas cívico-militares proporcionam aos alunos valores éticos e morais que os engradecerão como seres humanos e melhorarão a cognição dos processos de aprendizagem em uma cadeia que se retroalimenta. Quanto mais disciplinado e focado, melhor o aluno aprende, quanto mais aprende, mais fácil lidar com tarefas, provas e deveres. Nesse modelo formam-se jovens completos com inteligência e disciplina”.

O aumento da procura pelas escolas cívico-miliares no DF só reflete um movimento comum em outras regiões do país que já adotaram o modelo como o estado de Goiás, por exemplo. Há filas de espera em todos os colégios que possuem parcerias com a Polícia Militar, assim como já foi criada uma capacitação específica, dentro da PMGO, para lidar com os alunos em ambiente escolar.

Para o Tenente Davi, há poucas pessoas realmente qualificadas para expandir esse modelo na proporção que se espera no DF e no Brasil. Ele vê com certa preocupação o crescimento desenfreado sem a devida análise correta do cenário, o que poderia comprometer o próprio modelo híbrido de ensino. Para o especialista, as peculiaridades de cada região são essenciais para obter o sucesso almejado e a coordenação da Subsecretaria de Fomento às Escolas Cívico-Militares poderia manter uma melhor relação com os estados afim de unificar alguns parâmetros e de reformular pontos que são mais polêmicos para as comunidades como o alto custo dos uniformas, por exemplo.